sábado, 2 de abril de 2016

E a menina cresceu...

Vou compartilhar com vocês um belo poema, achei que ele me descrevia bem!
Brincava,
estudava,
sonhava,
tomava pito...
Era uma menina que crescia
como todas as meninas do mundo.
- És boa – diziam.
- És bela.
- Terás futuro...
Mas só ela sabia da necessidade que crescia
dentro do coração,
aquele anseio de paz,
algo desconhecido,
mas absolutamente necessário para ser feliz.
Que seria?
Medo do futuro?
Sensação de culpa?
Desejo de perfeição?
Até que um dia se encontraram
ela e Jesus.
Tudo mudou.
Pode ser que ninguém tenha notado;
ela notou.
E, como era uma menina que crescia,
em sua alma redimida crescia a gratidão:
- Que Te darei, Senhor, por todos os benefícios
que me tens feito?
E, de joelhos,
olhos fechados,
coração aberto,
em busca da Grande Vontade,
esperou a resposta.


A primeira voz chegou do passado, do alto:

- “Levantai os olhos e vede o campo...”
E enquanto olhava o campo branco sem ceifeiros,
ouviu, num crescendo, a segunda voz,
de volta,
de longe,
dos confins da terra,
lembrando mãos erguidas,
faces tristes,
corações sem paz:

“Dai-nos luz a tão preciosa luz
de perdão, de paz e amor,
dai-nos luz a tão preciosa luz
de Jesus, o Salvador...”

Já não era como todas as meninas da terra,
se encontrara um dia com Jesus, o Salvador,
por isso ouviu a própria voz, que repetia:
- Eis-me aqui. Envia-me, Senhor.

Quantos já ouviram a voz do alto e o lamento do mundo?
Muitos.
Quantos já entenderam a ordem de Deus e o clamor dos perdidos?
Alguns.
Quantos atenderam?
Somente aqueles que Deus escolheu.

Mas a menina, que crescera
como todas as meninas do mundo,
era uma escolhida:
estendeu a mão,
tomou a cruz,
e entrou para o grupo dos heróis,
dos que pegam no arado
e não se voltam para olhar atrás.
E, mais feliz do que nunca,
sem temer o futuro,
segue cantando,
com os lábios,
com a vida,
o hino que só o amor pode gravar no coração:

“Nem sempre será para o lugar que eu quiser
que o Mestre me tem de mandar;
é tão grande a seara já embranquecer,
a qual eu terei de ceifar.
Eu quero fazer o que queres, Senhor...”

É assim que Deus chama,
escolhe,
prepara
e leva Seu Reino aos confins da terra,
para que, em todas as línguas
muitas vozes se elevem em hosanas
quando Jesus voltar.
(Myrtes Mathias | Extraído do Livro Menina Sem Nome – pgs.123 – 125)

4 comentários:

Lucinalva disse...

Olá Tarcinha
Que lindo texto. É gratificante atender ao chamado do Mestre. Bjs querida.

Celina Pereira disse...

Olá, Tarci.
Há bastante tempo não comentava aqui.
Lindo o texto sobre o chamado.
Estou passando também para compartilhar com você
o prêmio Dardos, que recebi do blog Sinais de Esperança.
Se desejar, poderá passar lá no Viver e copiá-lo para você.
Beijos!

Filipe Oliveira disse...

O texto parece muito contigo, Tarci. Se não fosse a introdução e a referência da autoria, pensaria que era seu. Que você continue vivendo segundo a vontade do Eterno.

Abraço!

(Obs: Estou de volta por aqui)

Cida Kuntze disse...

Tarci, que lindo esse poema.
Amei!
Mais uma vez: FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
Beijos querida, te amo muito em Cristo.