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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

As firmes resoluções - Jonathan Edwards

Como de costume, essa semana em uma das saídas com meu namorado 😍 tivemos um papo muito bom. Conversamos sobre boas pregações e pregadores que influenciaram na história da igreja. Eu me lembrei de Jonathan Edwards e de um dos livros que li a respeito dele "As firmes resoluções de Jonathan Edwards", autoria do Pastor Steven J. Lawson (Ed. Fiel). Edwards foi um pregador congregacional, missionário entre os índios americanos, ele é tido como um dos maiores filósofos norte-americano. Foi também um pregador extraordinário, seus sermões produzia um grande impacto na vida dos ouvintes. Um dos seus sermões mais conhecidos é "pecadores nas mãos de um Deus irado". Ele é um dos meus teólogos/escritores preferidos, pois foi um cristão de espiritualidade profunda, que sua maior busca foi a glória de Deus. Super indico a leitura dos livros dele, eu tive o prazer de ler alguns... Hoje vou dividir com vocês sobre algumas de suas 70 resoluções, que acho bem forte, me faz refletir nelas. Ele escreveu um conjunto de resoluções para nortear sua caminhada em todos os âmbitos de sua vida, desde sua luta contra o pecado até o a utilidade do seu tempo. Sua sincera busca por Deus, é uma inspiração para nós cristãos. Reflita nessas resoluções que irei compartilhar aqui.

1. Resolvi que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante todo tempo de minha peregrinação, sem nunca levar em consideração o tempo que isso exigirá de mim, seja agora ou pela eternidade fora. Resolvi que farei tudo o que sentir ser o meu dever e que traga benefícios para a humanidade em geral, não importando quantas ou quão grandes sejam as dificuldades que venha a enfrentar.

5 - Resolvi jamais desperdiçar um só momento do meu tempo; pelo contrário, sempre buscarei formas de torná-lo o mais proveitoso possível.

6. Resolvi viver usando todas minhas forças enquanto viver.

10. Resolvi, sempre que experimentar e sentir dor, relacioná-la com as dores do martírio e também com as do inferno.

14. Resolvi nunca fazer algo em forma de vingança.

16. Resolvi nunca falar mal de ninguém, de forma tal que afete a honra da pessoa em questão, nem para mais nem para menos honra, sob nenhum pretexto ou circunstância, a não ser que possa promover algum bem e que possa trazer um real benefício.

17. Resolvi viver de tal forma como se estivesse sempre vivendo o meu último suspiro.

18. Resolvi viver de tal forma, em todo o tempo, como vivo dentro dos meus melhores padrões de santidade privada e daqueles momentos que tenho maior clarividência sobre o conteúdo de todo o evangelho e percepção do mundo vindouro.

23. Resolvi tomar ação deliberada e imediata sempre que me aperceber que possa ser tomada para a glória de Deus e que possa devolver a Deus Sua intenção original sobre nós, Seu desígnio inicial e Sua finalidade. Caso eu descubra, também, que em nada servirá a glória de Deus exclusivamente, repudiarei tal coisa e a terei como uma evidente quebra da quarta resolução.

28. Resolvi estudar as Escrituras de tal modo firme, preciso, constante e frequente que me seja tornado possível e que me aperceba em mim mesmo de que estou crescendo no conhecimento real das mesmas.

29. Resolvi nunca ter como uma oração ou petição, nem permitir que passe por oração, algo que seja feito de tal maneira ou sob tais circunstâncias que me possam privar de esperar que Deus me atenda. Também não aceitarei como confissão algo que Deus não possa aceitar como tal.

34. Resolvi nada falar que não seja inquestionavelmente verídico e realmente verdadeiro em mim.

36. Resolvi nunca dizer nada de mal sobre ninguém que seja, a menos que algum bem particular nasça disso mesmo. 19 de Dezembro de 1722 

37. Resolvi inquirir todas as noites, ao deitar-me, onde e em quais circunstancias fui negligente, que atos cometi e onde me pude negar a mim mesmo. Também farei o mesmo no fim de cada ano, mês e semana. 22 e 26 de Dezembro de 1722 

41. Resolvi inquirir de mim mesmo no final de cada dia, de cada semana, mês e ano, onde e em que áreas poderia haver feito melhor e mais eficazmente. 11 de Janeiro 1723


42. Resolvi que, com frequência renovarei minha dedicação de mim mesmo a Deus, o mesmo voto que fiz em meu batismo, o qual recebi quando fui recebido na comunhão da igreja e o qual reassumo solenemente neste dia 12 de Janeiro, 1722-23.

44. Resolvi que nenhuma área desta vida terá qualquer influencia sobre qualquer de minhas ações; apenas a área da vivência para Deus. E que, também, nenhuma ação ou circunstância que seja distinta da religião seja a que me leve a concretizar. 12 de Janeiro de 1723


46. Resolvi nunca mais permitir qualquer medida de qualquer forma de inquietude e falta de vontade diante de minha mãe e pai. Resolvi nunca mais sofrer qualquer de seus efeitos de vergonha, muito menos alterações de minha voz, motivos e movimentos de meu olhar e de ser especialmente vigilante acerca dessas coisas quando relacionadas com alguém de minha família.

58. Resolvi a não apenas extinguir nem que seja algum leve ar de antipatia, simpatia fingida que encobre meu estado de espírito, impaciência em conversação, mas também e antes poder exprimir um verdadeiro estado de amor, alegria e bondade em todos os meus aspectos de vida e conversação. 27 de Maio e 13 de Julho de 1723

62. Resolvi a nunca fazer nada a não ser como dever; e, depois, de acordo com Efésios 6:6-8, fazer tudo voluntariosamente e alegremente como que para o Senhor e nunca para homem; “ Sabendo que cada um, seja escravo, seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer”. 25 de Junho e 13 de Julho 1723

67. Resolvi que, depois de situações aflitivas, avaliarei em que aspectos me tornei diferente por elas, em quais aspectos melhorei meu ser e que bem me adveio através dessas mesmas situações.

68. Resolvi confessar abertamente tudo aquilo em que me acho enfermo ou em pecado e também confessar todos os casos abertamente diante de Deus e implorar a necessária condescendência e ajuda dele até nos aspectos religiosos. 23 de Julho e 10 de Agosto de 1723

70. Que haja sempre algo de benevolente toda vez que eu fale. 17 De Agosto, 1723

Ps.: Sei que a postagem ficou grande, mas vale a leitura e reflexão das 70 resoluções... 
Se desejar ler completa é só clicar aqui → Resoluções de Jonathan Edwards

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Dia da Bíblia

Segundo domingo de Dezembro comemora-se o dia da Bíblia. Essa data surgiu na Grã-Bretanha no ano de 1549, 301 anos depois com a chegada dos missionários Americanos e Europeus passamos a comemorar no Brasil. Com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) essa data ficou mais conhecida, hoje cerca de 60 países comemoram essa data, alguns celebrando por toda semana. 
Sem dúvida, a Bíblia é um livro extraordinário. Constitui-se de dois testamentos (Antigo/Novo) estruturados de 66 livros. É um dos livros mais antigos do mundo, apesar disso, ele é o best seller mundial. Há quem não goste, não acredite, ainda existem aqueles mais intolerantes que já queimaram a Bíblia. Contudo, esse livro tem influenciado gerações até hoje. A Bíblia é a Palavra de Deus. Foi escrita em um espaço de tempo de 1.600 anos, através de 40 autores diferentes, que viviam em lugares distintos, estes foram usados para escrever a Palavra de Deus para nós, mas Deus é o verdadeiro autor, como diz em 2 Pedro 1:20-21 "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo". A Bíblia é inspirada pelo próprio Deus, ou seja, o autor principal é Deus. "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça" (Timóteo 3:16). Isto é, a Bíblia é provida de autoridade divina, não contém erro. 
No decorrer do tempo, surgiram teorias que distorcem essa verdade (modernismo e neo-ortodoxia). Com a chegada do modernismo as pessoas passaram a dizer que a Bíblia simplesmente contém a Palavra de Deus. Os neo-ortodoxos ensinam que a Bíblia torna-se a Palavra de Deus a partir do momento que a lemos. Essas duas visões estão ERRADAS! A visão ortodoxa, ou seja, o ensino correto das escrituras, diz que a Bíblia é a Palavra de Deus. O que tem influenciado sua vida? As ideologias deste século, ou o que a Palavra de Deus diz? Vale a pena reflexão!
Eu gostaria de encerrar essa postagem falando da importância da leitura da Bíblia para nossas vidas. Primeiro é necessário crê que ela é a Palavra de Deus. É preciso estudá-la como um todo, para que possamos entendê-la de forma clara. Somente quando conhecemos as Escrituras, aprenderemos a verdade de Deus para nossas vidas e essa verdade, nos libertará e livrará dos enganos desse mundo. Se desejamos conhecer os atributos de Deus, Quem Ele é, e quem nós somos, é fundamental a leitura diária da Bíblia. A Bíblia é nosso manual, ela trás luz no nosso entendimento, nos molda, gera transformação de vida. Nela encontramos o porquê fomos criados, precisamos saber o que o criador tem para nós por meio de Sua Palavra. Se esse é o desejo do seu coração, te convido a fazer a leitura desse livro precioso todos os dias. Garanto que sua vida não será mais a mesma.  

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Tarde Te amei!

"A minha consciência, Senhor, não duvida, antes tem certeza de que Te amo. Feriste-me o coração com a Tua palavra e te amei. O céu, a terra e tudo o que neles existe, dizem-me por toda a parte que Te ame. Mas que amo eu, quando Te amo? Não amo uma formosura corporal, nem uma glória passageira.

E, contudo, amo uma luz, uma voz, um perfume, um alimento, um abraço, quando amo meu Deus, luz, voz, perfume, alimento e abraço do homem interior, onde brilha para a minha alma uma luz que nenhum espaço contém, onde ressoa uma voz que o tempo não arrebata, onde se exala um perfume que o vento não esparge, onde se saboreia uma comida que a sofreguidão não diminui, onde se sente um contato que a saciedade não desfaz.

Eis o que amo, quando amo meu Deus, Mas, o que significa isso? Disse a todos os seres que me rodeiam às portas da cerne: falai-me de meu Deus, se sois vós, dizei-me ao menos alguma coisa d'Ele. E elas exclamaram com alarido: "Foi Ele quem nos criou. Não somos nós o teu Deus. Busca-O acima de nós!" Dirigi-me, então, a mim mesmo; a ti, minh'alma, que certamente és superior ao teu corpo, porque o vivificas. Mas também para ti, a vida da tua vida é o teu Deus.

Que amo então quando amo o meu Deus? Quem é tu que estás acima de minh'alma? E onde habitas, ó Senhor? Pois me lembro de Ti desde o dia que Te conheci, e lá Te encontro toda vez que me lembro de Ti.

Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Te amei! Eis que habitavas dentro de mim, e eu lá fora a procurar-Te. Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criaste. Estavas comigo, e eu não estava contigo! Chamaste-me com uma voz tão forte que rompeste a minha surdez. Brilhastes, cintilaste e logo afugentaste a minha cegueira. Exalaste perfume: respirei-o suspirando por Ti, Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tu me tocaste e ardi de desejo da Tua paz".

 Agostinho de Hipona (Confissões de Agostinho)

sábado, 17 de junho de 2017

A direção da Pureza

Quando eu estava no ensino médio participei de um retiro de final de semana da igreja em que discutimos o tema de pureza sexual. Durante uma sessão o nosso pastor pediu a todos os estudantes que preenchessem anonimamente fichas que permitiriam que ele soubesse "quão longe" os adolescentes tinham ido fisicamente. Ele definiu uma escala para usarmos, determinando números para cada nível de intimidade física baseado na sua seriedade. As atividades iam de beijos leves no número um até relação sexual no número dez. O nosso pastor pediu que anotássemos número mais alto que havíamos alcançado.
Depois de colocar a minha ficha em uma cesta, saí em fila da sala de aula com dois amigos. Nunca me esquecerei da conversar que se seguiu. Um dos meus amigos olhou para o outro e disse piscando os olhos: "E ai cara, até que número você alcançou?"
Rindo, o meu outro amigo disse que havia alcançado um oito, quase um nove. Então esses caras continuaram nomeando as garotas no grupo de adolescentes com quem eles tinham atingido determinados números. 
Meus dois amigos exemplificam como a nossa compreensão da pureza está obscurecida nos dias de hoje. Nós valorizamos a pureza muito pouco e a desejamos muito tarde. Mesmo quando tentamos declarar a sua importância, tornamos as nossas palavras sem valor por causa das nossas ações contraditórias.
Desejamos a pureza nos nossos relacionamentos? Nós dizemos que sim. Mas será que vivemos o tipo de vida que estimula esta pureza? Infelizmente, não com a frequência necessária. "Faz-me casto" orou Agostinho, "mas ainda não." Semelhante a ele, nós temos uma consciência que nos acusa, mas uma vida sem mudanças. Se fôssemos honestos conosco, muitos de nós admitiríamos que não estamos realmente interessados em nada relacionado com a pureza. Ao invés disso, ficamos satisfeitos ao cumprir os requisitos mínimos, contentes em gastar o nosso tempo em "áreas cinzas", flertando com a escuridão e nunca tendo coragem de nos aproximarmos da luz da retidão.
Como inúmeros cristãos, meus dois amigos insensatamente viam a pureza e a impureza separadas por um ponto fixo. Enquanto não cruzassem a linha e fossem "até o fim," eles acreditavam que ainda estavam puros. A verdadeira pureza, no entanto, é uma direção, uma busca persistente e determinada pela retidão. Esta direção começa no coração e a expressamos em um estilo de vida que foge das oportunidades de comprometer os nossos valores.

Joshua Harris - Eu disse adeus ao namoro

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ezequiel - Deus Fortelece

Esse semestre no seminário uma das matérias que estou estudando é "Livros Proféticos", eu amo! E sinceramente me seguro para não chorar nas aulas. Que aula maravilhosa! A presença de Deus é notória. Ele sempre usa a vida do meu professor pra falar algo ao meu coração, pra edificar, pra ensinar e porque não confrontar também? Sou bastante confrontada. Aquelas aulas chacoalha tudo aqui dentro de mim. Quando olho para as escrituras vejo quão ricos e preciosos são os ensinamentos contidos ali e quando olho para mim, vejo quão miserável sou, carente da graça e misericórdia de Deus.
Estamos estudando os profetas maiores e menores. O professor dividiu a turma em dois grupos e nos deu a tarefa de escolher um profeta maior e menor para expormos em sala de aula. Minha equipe escolheu Ezequiel e Amós. Hoje vou compartilhar um pouco sobre Ezequiel. 

O profeta Ezequiel nasceu em uma família de sacerdotes, foi convocado a função profética aos 30 anos, durante o quinto ano do exílio de Joaquim. Ezequiel profetizou entre os exilados durante pelo menos 22 anos, ele foi casado, porém, sua esposa morreu pouco antes da queda de Jerusalém em 586 a.C. (Ez 24:15-18). Sua mensagem foi seguido de muitos atos simbólicos, ele usou uma variedade de formas literárias, uma linguagem bem chocante para descrever os pecados do povo.
A mensagem do profeta tinha dois propósito: juízo e esperança. Ezequiel pregou acerca do juízo futuro, devido o pecado do povo, depois falou sobre esperança, que engloba a restauração para o povo de Deus. Ezequiel profetizou durante uma época bastante desassossegada. O povo tinha tornado à idolatria e a ilegalidade. Deus é santo, ele não admitiria o pecado de Israel. O pecado era uma ofensa à santidade de Deus e o povo tinha se tornado insubmisso, a idolatria da nação já não podia ser desprezada. O exílio iria gerar um povo pronto para viver em obediência a um Deus santo.
Gostaria de destacar na relação do profeta com Deus e que tocou meu coração profundamente, foi a intensidade do compromisso do profeta Ezequiel com Deus e o seu povo. Segundo Eichroft: "Ezequiel se tornou um símbolo profético de seu povo até mesmo na vida corpórea, à medida que era submerso em sua agonia, subjugado pelo poder destrutivo da ira divina que ele próprio proclamava, antecipando o castigo de seus compatriotas, suportando condescendente a culpa deles". Se observamos na Bíblia existem vários personagens que assim como Ezequiel passaram por momentos difíceis, sofreram por causa da rebeldia do povo, contudo, não desistiram, visto que o foco era glorificar a Deus. Quando olho pra vida de homens de Deus como Ezequiel eu penso: "Porque tenho que desistir, se eles passaram por coisas piores? O que importa é que as palavras proferidas por Deus sejam executadas, mesmo que possamos passar por dificuldades, Deus é Soberano e rege tudo e todos, nada foge do controle de Suas mãos.
Essa postagem sobre Ezequiel é bem resumida, teria muito mais para escrever, mas incentivo a todos a lerem e se aprofundar no livro de Ezequiel.

Ps: Postagem baseada no livro abaixo:
Esse é o livro que estamos usando na aula de Livros Proféticos.
(SUPER INDICO)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O que mais importa para Deus?

Temos sido massivamente doutrinados a “tomar posse” de nosso “direito” a uma felicidade quase incondicional. “Deus quer que eu seja feliz” é o lema da vida de muitos cristãos em nossa geração que, sincero em sua fé e fiéis às crenças que aprenderam, gastam seus dias perseguindo um lugar ao sol para “comer o melhor desta Terra”.
Ao invés de correrem a carreira gloriosa que lhes é proposta pelo Céu, optam pela crença pequena e medíocre de que seu bem-estar, conforto e prosperidade material são o que mais importam.
Ser crente, pertencer a uma igreja, cumprir com possíveis “deveres” religiosos, ter saúde, bens, conforto e mais dinheiro do que você de fato precisa, não são garantias – e muito menos indicativos – de que você esteja vivendo como deve, ou de estar dedicando sua existência àquilo que realmente importa.
Deus criou você com um propósito específico em Sua mente perfeita e infinita, e, ainda que o ser humano seja chamado por muitos de “coroa da criação”, o propósito para o qual Deus criou o homem não está no homem. Está em Deus. Isso quer dizer que você e eu fomos criados para um objetivo que não está em nós por não “caber” em nós, por ser muito maior do que você e eu. Isso dá sentido verdadeiro e supremo à vida e, em última instância, torna possível experimentarmos grandezas como serviço, doação e – magnífico – o amor.
Lendo as escrituras, entendi o que significa ser criado “para a glória de Deus” e descobri que isso - a glória dEle – é a coisa mais importante de todo o universo. Isso definiu meus dias e me fez entender pelo que vale a pena viver, e se necessário, morrer: glória de Deus. Em Efésios 1:12, Paulo afirma que “nós, os que esperamos em Cristo, devemos ser para o louvor da Sua glória”.
Deus criou cada ser humano para que este O conhecesse; nisso – e somente nisso – consiste a verdadeira razão e o sublime propósito de nossa existência. Conhecer a Deus pessoal e profundamente é a única coisa que pode transformar existência em vida. É algo tão infinitamente superior a bens e riqueza, é tão precioso e inigualável que, nas palavras do próprio Deus, em conhecê-lO está a razão e o valor de cada ser humano (Jer. 9:24).

Livro: "Quem quer ser um Missionário?"
Autor: Máisel Rocha

quinta-feira, 10 de março de 2016

A Supremacia de Deus na Pregação - Parte 2

Ano passado fiz uma postagem sobre o livro "A Supremacia de Deus na pregação" de John Piper, a parte 1, agora segue a parte 2 da postagem. 

Em seguida ele fala do dom da pregação, que é o poder do Espírito Santo. Piper enfatiza a importância da Escritura. Ele fala que a pregação não deve ter base bíblica, mas que deve ser toda a bíblia. Aborda também a cerca do pregador, da alegria e seriedade em proclamar a Palavra.
Na segunda parte do livro ele trás orientação do ministério de Jonathan Edwards de “como tornar Deus supremo na pregação”. Ele usa Edwards como exemplo, de como deve ser a vida do pregador e enfoca um trabalho de seriedade no ministério. Edwards tinha um amor extraordinário pela glória de Deus, os efeitos positivos desse amor eram refletidos em seus sermões. O que Jonathan pregava eram extensões de sua visão de Deus, ele deleitava-se nas escrituras, mas o que consiste deleitar-se na glória de Deus? De acordo com Piper:

Inclui ódio para com o pecado, medo de desagradar a Deus, esperança nas promessas de Deus, contentamento na comunhão com Deus, desejo pela revelação final do filho, exultação na redenção que ele efetuou, tristeza e contrição por falhas no amor, gratidão por benefícios imerecidos, zelo pelos desígnios de Deus e fome de justiça (PIPER, 2012 p. 78). 

O mundo está sedento do amor de Deus e a maioria não sabe, e procuram preencher este vazio de diversas maneiras. No entanto a palavra de Deus nos exorta que a glória de Deus é de valor infinito. Em I Coríntios 10:31 lemos “quer vocês comam, bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. Jonathan Edwards diz que: “o prazer em Deus é a única felicidade com o qual nossas almas podem ser satisfeitas”. Isso nos mostra a nossa dependência na vida cristã de um Deus que tudo pode e que cuida de nós. Esta é a mensagem que Piper deixa para os seus leitores, que Deus deve ser supremo na nossa pregação. Se amarmos as pessoas, se amarmos o propósito global de Deus iremos zelar pela pregação de Sua Palavra.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O contrabandista de Deus

Olá! Estou trazendo mais uma resenha de um livro, e por sinal um livro TOP! A cada capítulo lágrimas rolava no meu rosto. Talvez você ache grande a postagem, mas vale a pena conhecer um pouco dessa leitura e vale muito mais ler o livro. SUPER INDICO!            
O contrabandista de Deus é a biografia de um missionário e conta a história verídica do irmão André, fundador do Portas Abertas. Esse é um relato que fortalece a nossa fé, nos encoraja, aumenta a nossa visão do Reino, ensina a praticar o amor e sobre a confiança em Deus. É um testemunho emocionante, cheio de amor pela Igreja Perseguida e aos irmãos que viviam sob a repressão do comunismo. Uma obra cheia de coragem, fé e ousadia, que certamente inspira e desafia nossas vidas a sermos cristãos fiéis e zelosos mesmo sob situações difíceis.
Irmão André é Holandês, filho de um ferreiro. No primeiro capítulo nos vemos que quando criança o irmão André gostava de brincar, imaginando ser um espião em território inimigo, gostava de fazer travessuras com os vizinhos, de fugir da igreja enquanto acontecia o culto. Ele sonhava com feitos heroicos e o mais interessante é que futuramente ele se tornaria um agente secreto, com a missão de levar Bíblias para outros cristãos que sofriam com o regime comunista.
No final da guerra, aos 17 anos, seu pai achava necessário que ele tivesse um emprego. Seu pai perguntou se ele desejava trabalhar como ferreiro ou mecânico. E disse: “Está na hora de você escolher uma profissão André”. Porém, ele optou por ingressar no exercito. Ele era ousado, havia se tornado um soldado inexorável, gostava de aventuras, mas, a crueldade da guerra não lhe proporcionou a aventura que imaginava. Durante a Guerra caiu em uma emboscada, levou um tiro no tornozelo. De fato, Deus tem seus meios e propósito, durante sua recuperação na enfermaria, resolveu ler a Bíblia e sua vida começou a ser submetida a Cristo. Ele percebeu que precisava da intervenção de Deus em sua vida, então se rendeu, entregou-se a Deus – corpo, alma e aventura. Sua oração foi essa: “Senhor, se mostrares o caminho, eu o seguirei. Amém”.
No capítulo cinco, inicia-se o passo do sim. Irmão André relata sua alegria e desejo de compartilhar com alguém. Foi até os Whetstra contar, eles se alegraram juntos. O ardor missionário estava queimando em seu coração. André começou a trabalhar na fábrica Ringers, lá era uma grande oportunidade de falar de Cristo, ele vê um terreno fértil para o evangelismo e assim começa a comunicar as boas novas de salvação.
Em sua preparação missiológica o irmão André enfrentou dificuldades, contudo não desistiu. Ele foi convidado para um festival na Polônia, lá ele conhece pessoas que professavam da mesma fé, mas que sofriam perseguição devido ao regime comunista. A partir daquele dia, ele passa a ser conhecido como o contrabandista de Deus, por causa de suas aventuras levando Bíblias para lugares onde não era permitido.
Em cada história relatando suas experiências por trás da Cortina de Ferro, podemos aprender a cerca da dependência de Deus. Apesar da dificuldade de cristãos entrarem em países que sofrem com a perseguição, irmão André tinha consciência da Onipotência de Deus, para Ele não haveria impossível. Atravessava a fronteira dos países, com a mala do seu fusca cheio de Bíblias, folhetos e pregando a palavra de Deus. Algumas vezes parado por guardas e ele orava: “Senhor, na minha bagagem há Escrituras que desejo levar para os teus filhos, que estão do outro lado desta fronteira. Quando estiveste na terra, fizeste os olhos dos cegos ver. Agora eu peço: faze com que os olhos desses que vêem fiquem cegos. Não deixes os guardas verem as coisas que tu não queres que eles vejam”. Sua oração era atendida, os guardas abriam a mala e não notavam as Bíblias, ele seguia viagem tranquilo.
Esse livro é um desafio para cada Cristão, pois em pleno século 21, ainda existem pessoas que nunca ouviram falar de Jesus e que sofrem perseguição pelo fato de seguir a Cristo. Por outro lado, aqui no Brasil temos toda liberdade e muitas vezes não aproveitamos as oportunidades que temos de compartilhar as Boas Novas. O irmão André nos ensina que sempre podemos fazer algo, nos doar, viver por aquilo que é eterno, que Deus cuida de nós, que não era pela força do braço dele, mas sim do Senhor, para mostrar que quem operava todas as maravilhas era Deus.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

A Supremacia de Deus na Pregação - Parte 1

Olá pessoas!!! 
Após a correria do final do semestre, eis que estou de volta nesse cantinho que amo e diz muito sobre mim. Esses dias estava pensando sobre o que postar e em quanto fazia um trabalho do seminário, a resenha do livro de John Piper "A Supremacia de Deus na Pregação" veio a ideia de fazer postagens sobre os livros que leio, uma forma de indica-los para vocês, que assim como eu apreciam uma boa leitura e também edifica-los através das sínteses, então viro mexeu irei escrever sobre as leituras que faço, algo que não será difícil pra mim, pois uma das coisas que mais gosto de fazer é indicar livros. 
Irei começar essa postagem com o livro que citei a cima de John Piper, irei dividir essa postagem em duas partes, para não ficar um texto muito longo e cansativo. Espero que gostem! 

Jonh Piper é um dos autores mais notável e atuante da atualidade, autor de mais de 40 livros publicados em diversas línguas, alcançando assim com suas publicações milhares de pessoas por toda terra. Ele foi pastor na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, nos EUA desde 1980.
Autor do livro a Supremacia de Deus na pregação, ele faz um excelente trabalho nessa obra. Ele não instrui como pregar, nem como fazer um esboço, mas trás assuntos essenciais como o foco central da pregação e sobre o coração do pregador. Ele tem como objetivo mostrar que o propósito da mensagem bíblica é a supremacia de Deus em todas as coisas, através de Jesus e pelo poder do Espírito Santo, que o tema unificador seja o zelo que Deus tem para com a sua própria glória, que o objetivo sublime da pregação seja o infinito e inexaurível ser de Deus, e que a atmosfera penetrante da pregação seja a santidade de Deus. John Piper direciona sua obra ao povo de Deus que compartilham a visão da supremacia de um Deus criador.
O autor discorre com uma linguagem simples, sobre sua atuação na igreja local, onde o seu foco é a grandeza e a majestade de Deus. Piper diz que: "A pregação que não contém a grandeza de Deus pode entreter por algum tempo, mas não tocará o clamor secreto da alma: mostra-me a sua glória".
É notório a importância dos pastores espalhar nos púlpitos pregações centradas nas sagradas escrituras e um amor pela supremacia de Deus, pois o povo está morrendo com fome de Dele.
Piper divide o livro em duas partes. Na primeira ele relata sobre "porque Deus deveria ser supremo na pregação" e na segunda (veremos no próximo post) ele fala de "como tonar Deus supremo na pregação", através do ministério de Jonathan Edwards, grande teólogo puritano. Inicialmente Piper defende um esboço trinitariano: O alvo da pregação: a Glória de Deus; A base da pregação: a cruz de Cristo; E o dom da pregação: o poder do Espírito Santo. Deus pai, Deus filho e Deus Espírito Santo são o começo, o meio e o fim da pregação, conforme está escrito em Romanos 11/;36 "Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente". Com isso, o autor defende que o alvo da pregação é a glória de Deus, pois esse é o ponto principal da Bíblia, e dever de toda a crianção. Tudo existe para a glória Dele e a pregação não deve sair desse contexto. O alvo da pregação não deve ser o pregador, nem a sua vida, mas a Cruz de Cristo. Conforme vemos em Galátas 6:14 "Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo". Satisfaça seu desejo de se gloriar, gloriando-se no Senhor.
Como reconciliar o desejo de satisfação pessoal e o alvo de Deus que é manifestar sua glória? Phillips Brook nos da um conselho: "Nunca deixe que você se sinta a altura de seu trabalho. Se algum dia achar este espírito crescendo em você fique apreensivo". John Piper nos fala que a base da pregação é Cristo e é Ele que nos transforma e nos livra do orgulho. Se desejarmos pregar a palavra, precisamos apenas falar a Palavra inspirada pelo Espírito Santo, no poder concedido pelo Espírito Santo.

Vou ficar por aqui e logo voltarei com a parte 2 deste post. Um ótimo final de semana para todos! Fiquem na paz que excede todo entendimento, a paz de Cristo Jesus!